A Microsoft renovou a parceria com a AMD para desenvolver a próxima geração de dispositivos Xbox. Só que não estamos mais falando só de “um console novo”. O que estão construindo agora é uma plataforma completa, multiplataforma, baseada em hardware customizado — com CPU Zen 6, GPU RDNA 5 e, o mais importante, NPU dedicada pra IA. Isso muda tudo.
Se você ainda está pensando em “gráfico melhor”, você está olhando pro lugar errado. A ideia é criar um ecossistema onde inteligência artificial, jogos e serviços convivem no mesmo chip. IA embarcada não é buzzword: significa menos latência, melhor upscaling, NPCs mais inteligentes, áudio processado local, e por aí vai.
A AMD já era a responsável pelos chips do Series X|S (Zen 2 + RDNA 2), e agora continua como fornecedora e parceira no projeto. Mas diferente das gerações anteriores, a proposta agora é abrir geral: arquitetura baseada em Windows, compatível com Steam, Epic Games, e retrocompatível com toda a biblioteca anterior do Xbox.
Traduzindo: acabou o modelo fechado de console. O novo Xbox será aberto, expansível, portátil se quiser, tradicional se preferir, na nuvem se for o caso. Vai rodar o que você quiser, como você quiser.
Previsão? De 2026 a 2028. E se entregarem metade do que estão prometendo, já será uma ruptura. Porque dessa vez não é só sobre gráficos — é sobre IA, flexibilidade e controle real para o usuário. O Xbox deixa de ser caixa fechada e vira infraestrutura de jogos.
Se você ainda acha que console é só pra jogar FIFA e CoD, talvez seja hora de atualizar o firmware mental.