Recentemente, a GPX Telecom, um provedor de internet com sede em Caucaia, no Ceará, anunciou o fechamento de suas operações após sofrer ataques violentos de uma facção criminosa. A empresa, que atuava desde 2016, teve sua infraestrutura destruída em menos de 20 minutos durante um dos ataques, o que levou à difícil decisão de interromper suas atividades.
Os ataques a provedores de internet no Ceará têm se intensificado desde fevereiro, com facções exigindo pagamentos para permitir o funcionamento das empresas em determinadas áreas. Aqueles que se recusam a pagar enfrentam represálias violentas, como cortes de cabos, incêndios em veículos e ataques diretos às sedes das empresas. Além da GPX Telecom, outras operadoras, como Brisanet e Giga+ Fibra, também foram alvos desses ataques.
Em resposta a essa onda de violência, o governo do Ceará formou um grupo especial de investigação para combater esses crimes. Até o momento, diversas prisões já ocorreram, incluindo líderes de facções criminosas. A situação tem gerado grande preocupação, pois evidencia a fragilidade da segurança em algumas regiões.
As autoridades cearenses têm adotado diversas medidas para enfrentar os ataques a provedores de internet, entre as quais se destacam:
- A criação de um grupo especializado em investigações, com o objetivo de identificar e prender os responsáveis pelos ataques, já resultando em várias prisões, incluindo líderes das facções.
- A intensificação das operações policiais em diversas cidades, com apreensão de armas, veículos e outros bens associados aos criminosos.
- O apoio da Polícia Federal, que foi acionada para colaborar nas investigações e reforçar a segurança nas áreas afetadas.
- O monitoramento de provedores clandestinos, já que há indícios de que facções criminosas estão operando serviços de internet ilegais, e as autoridades trabalham para desmantelar essas operações.